Fenprof exige<br>horários adequados

Antecipando a reunião no Ministério da Educação, marcada para ontem à tarde, a Federação Nacional dos Professores reafirmou que, nesta fase da negociação da revisão do Estatuto da Carreira Docente, «a adequação dos horários de trabalho às exigências pedagógicas é prioridade». Esta deveria ser a matéria central da reunião.
Na última sessão negocial, a Fenprof apresentou ao ME uma proposta «para adequar os horários de trabalho dos docentes às exigências do que é central na actividade docente: o trabalho com os alunos». Explica a federação que a sua proposta «prevê, para além de uma redução no número de horas lectivas semanais, a reorganização de todo o horário, nomeadamente no que respeita aos conteúdos das componentes lectiva e não lectiva de estabelecimento, para que seja respeitado o tempo indispensável ao trabalho individual dos professores».
A federação pretendia ainda que o Governo revelasse, nesta reunião, as suas posições relativamente a várias outras matérias, que têm a ver com a revisão do Estatuto, constantes de um documento apresentado a 20 de Janeiro.
Para analisar a evolução destas negociações, o Secretariado Nacional da Fenprof vai reunir, amanhã e sábado, em Montemor-o-Novo. Os dirigentes sindicais vão também debater «toda a acção reivindicativa em que os professores se irão envolver, designadamente no âmbito da Administração Pública, sector que continua a ser extremamente desvalorizado por um Governo que parece encontrar nos seus trabalhadores, em que se inclui a esmagadora maioria dos docentes, os responsáveis pelo despesismo do Estado e o seu endividamento».
No segundo dia, será discutida a preparação do 10.º Congresso da Fenprof, marcado para 23 e 24 de Abril, em Montemor-o-Novo, e que tem por lema «Dar valor aos professores: Melhor profissão, melhor escola pública, melhor futuro».


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